O Rio de Janeiro é considerado uma das cidades mais lindas do mundo. Isso vocês já sabem. Não é à toa que é considerado o maior destino turístico internacional no Brasil e também a cidade brasileira mais conhecida no exterior. Eu já tive a oportunidade de visitar algumas vezes essa cidade maravilhosa, mas cada ida é uma sensação nova. Um encantamento que eu não sei explicar. E dessa vez não foi diferente.

A minha ida ao Rio surpreendeu por que não estava nos meus planos fazer a trilha de Guaratiba. Recebi o convite do instagram @trilhandoguaratiba e fui. Mas antes de ir até o Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB), ou como é popularmente conhecido, Pedra do Telégrafo, que fica em Guaratiba, algo me chamou a atenção. Andando pelas ruas de Ipanema pude observar a preservação das plantas que ficam nas calçadas das ruas, em frente aos condomínios. Os moradores dos prédios têm um zelo e cuidado com elas que eu nunca vi. Vou explicar. São eles mesmos, os moradores, os responsáveis por aguar e cuidar das árvores que ficam nas ruas. Isso mesmo, além disso, eles plantam diversos tipos de flores e fazem cercas como forma de proteger as plantas dos pedestres que por ali passam. Um cuidado que a gente não costuma ver em qualquer lugar. Seria tão bacana se isso acontecesse nas nossas ruas.

Um pouco depois, fui me preparar para fazer a trilha. Acompanhada do meu sobrinho Fernando Sérgio e do Daniel, nosso guia. Nossa subida ao morro começava ali, mas antes, uma dica: roupas leves, água, um lanchinho e claro, protetor solar são essenciais para esse tipo de aventura. De início, o que eu pude perceber é que, pra quem fica hospedado em Copacabana, Leblon, ou Ipanema, é um pouco distante até Guaratiba, mais ou menos 1h e meia de carro.

Durante os primeiros passos, pude perceber que em todos os cantos haviam placas de sinalização que servem para melhor orientar quem faz a trilha, afinal algumas pessoas optam por subir o morro sem um guia, o que não é aconselhável. Durante a minha aventura rumo a famosa Pedra do Telégrafo, tive a oportunidade de caminhar entre o verde da Mata Atlântica, um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza. Por ser uma subida, o cansaço tentou me vencer algumas vezes. Uma paradinha para amarrar o cadarço e beber água é fundamental.

O caminho da trilha é tão bonito e inspirador que nada poderia me impedir. Antes de chegar à Pedra do Telégrafo, outra parada: agora para tomar um açaí e repor as energias, afinal, ninguém é de ferro, né? Encontramos o guia e descobridor da Pedra do Telégrafo, o Pedro, que foi o responsável por nos direcionar até a famosa pedra. Ele aproveitou para nos contar um pouco sobre a descoberta do local “Em 2013 caiu um balão aqui nessa região, e na busca conseguimos observar todas essas pedras, entre elas tinha uma pedra com uma pontinha [pedra do Telégrafo] que deu uma ilusão massa a foto, postamos nas redes sociais uma foto e foi sucesso. Desde então, a procura pelo local foi muito grande e de lá pra cá temos subido todos os dias com várias equipes de guias disponíveis”.

Mais um pouco de caminhada e, finalmente, avistamos a famosa rocha. Uma bandeira do Brasil sinaliza o local de chegada. Uma curiosidade: essa bandeira era utilizada na Segunda Guerra Mundial para enviar mensagens para base militar da marinha através de um telégrafo, por esse motivo que foi dado este nome ao local, Pedra do Telégrafo. Depois de aproximadamente 1h de trilha, finalmente chegamos. Desafio concluído! E olha, fiquei sem palavras. Uma vista panorâmica incrível da praia de Grumari, vale muito a pena! Eu estava um pouco cansada, mas juntei o resto de forças que me sobrava e, claro, não poderia deixar de tirar uma foto.

A lição que eu tive dessa aventura é que, os caminhos mais difíceis da nossa vida são os que nos levam aos destinos mais incríveis. Seja qual for o caminho, tudo que a gente faz com esforço e determinação vem com uma boa recompensa. Volto para Fortaleza com minhas energias renovadas e um sentimento de alegria por vivenciar essa inusitada e incrível experiência.