Parece que os brasileiros irão enfrentar dificuldade para entrarem no Velho Continente a partir de 2021. O Parlamento Europeu determinou, nesta quinta-feira (5 de julho), que turistas de países que não precisam de visto para entrar na Europa deverão possuir uma autorização.

Com custo de 7 euros (cerca de 32 reais), o documento poderá ser obtido pela internet. O passe ganhou o nome de Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS, em inglês) e foi pensada para aumentar a segurança na região, impedindo a entrada de pessoas consideradas suspeitas.

Para obter a autorização, será preciso preencher um formulário pela internet com informações pessoais, histórico de viagens, criminal, clínico e passaporte. Esses dados serão checados pela União Europeia e cruzados com a Interpol. O viajante deverá receber a autorização, com validade de três anos, por e-mail.

O documento deverá ser verificado antes mesmo da chegada ao país de destino, pelas companhias aéreas, de cruzeiros ou até mesmo rodoviárias e ferroviárias, caso a viagem seja por terra a partir de um país fora do Espaço Schengen.

A Comissão Europeia ressalta que a autorização eletrônica não dá direito automático à entrada; como acontece em qualquer outro país onde o visto é exigido, a decisão cabe aos oficiais de fronteira.

O documento será exigido em todos os países do Espaço Schengen: Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Liechtenstein.

Quem viajar para o Reino Unido, que não faz mais parte da União Europeia, não precisará do passe. Outros países como Turquia, Croácia e Rússia, por exemplo, não exigirão a autorização, mas se o voo para lá tiver uma conexão em algum estado Schengen, o documento será necessário.

É importante destacar que a autorização para viagens à Europa será exigida somente a partir de 2021 e valerá, além do Brasil, para outras 60 nacionalidades.

 

Fonte: O Estado.